Minuto de Reflexão


A história da águia que (QUASE) virou galinha


Era uma vez uma águia que foi criada em um galinheiro. Cresceu pensando que era galinha. Era uma galinha estranha, o que a fazia sofrer. Que tristeza quando se via refletida nos espelhos das poças d'água, tão diferente! O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as outras faziam. Seus olhos tinham um ar feroz, diferente do olhar amedrontado das demais galinhas, tão ao sabor do amor do galo.
Era muito grande em relação as outras, era atlética. Com certeza sofria de alguma doença. E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum como todas as outras. Fazia um esforço enorme para isso, treinava ciscar com bamboleio próprio, andava meio agachada, para não se destacar pela altura, tomava lições de cacarejo. O que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo cheiro familiar e acolhedor do cocô das galinhas. O seu era diferente, inconfundível. Todos sabiam onde ela tinha estado e riam.
Sua luta para ser igual a levava a extremos de dedicação política. Participava de todas as causas. Quando havia greve por rações de milho mais abundantes, ela estava sempre na frente, fazia discursos inflamados contra as péssimas condições de segurança no galinheiro, pois a tela precisava ser arrumada, estava cheia de buracos (nunca lhe passava pela cabeça aproveitar-se dos furos para fugir, porque o que ela queria não era a liberdade, era ser igual as outras, mesmo dentro do galinheiro).
Pregava a necessidade de uma revolução no galinheiro. Acabar com o dono que se apossava do trabalho das galinhas. O galinheiro precisava de uma nova administração galinácea. (Acabar com o galinheiro, derrubar a cerca, isso era coisa impensável). O que se desejava é que o galinheiro fosse bom, protegido, onde ninguém pudesse entrar – muito embora, o reverso fosse "de onde ninguém pudesse sair".
Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume de uma montanha passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostaria de ser águias, não podendo, fazem aquilo que se aproxima mais. Sobem a pés e mãos, até as alturas que elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom ser águia e voar.
O alpinista viu a águia no galinheiro e se assustou.
· O que você águia está fazendo no meio das galinhas ? perguntou ele.
Ela pensou que estava sendo caçoada e ficou brava.
· Não me goza, águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
· Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocô de águia. É águia. Deveria estar voando... e apontou para minúsculos pontos negros no céu, muito longe, águias que voavam perto do pico da montanha.
· Deus me livre ! Tenho vertigem das alturas, me dá tonteira, o máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro, respondeu ela.
O alpinista então percebeu que a discussão não iria a lugar nenhum. Suspeitou que a águia até gostava de ser galinha. Coisa que acontece freqüentemente. Voar é excitante, mas dá calafrios. O galinheiro pode ser chato, mas é tranqüilo. A segurança atrai mais do que a liberdade.
Assim, fim de papo. Agarrou a águia e a enfiou dentro de um saco, continuou sua marcha para o alto das montanhas. Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu aterrorizada, debateu-se furiosamente procurando algo para se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas. E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo do seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, começou a voar.
Lá de cima olhou para o vale onde vivera, visto das alturas ele era muito mais bonito. "Que pena que há tantos animais que só podem ver os limites do galinheiro", pensou ela.

Autor: Rubem Alves

E você? Quer ser ÁGUIA OU GALINHA?


“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”
Isaías 40:31

             Comece bem o seu dia,a sua semana,o seu ano levantando voo, se esquivando     das moscas.

                     
                    “Águias não caçam moscas”, ou seja, pessoas águias não se prendem a coisas inuteis, não disperdiçam seu tempo com coisas sem proposito…pessoas águia mantem o foco, definem objetivos e partem para o ataque….a águia nunca volta do voo rasante sem ter pego o seu objetivo, porque são sabias, pacientes e esperam a hora certa.

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DEIXE SECAR PRIMEIRO

Mariana ficou toda feliz porque ganhou                        de presente um joguinho de chá, todo                                 azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha veio bem                     cedo convidá-la para brincar. Mariana                      não podia, pois iria sair com sua mãe                      naquela manhã. Júlia então pediu sua                                   coleguinha que emprestasse o seu                                                  conjuntinho de chá para que ela pudesse                                                      brincar sozinha na garagem do prédio.                                Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder,                        fazendo questão de demonstrar todo o                     seu ciúme por aquele brinquedo tão especial. Ao regressar do passeio, Mariana ficou                chocada ao ver seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: ?        Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela                      estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.? Totalmente descontrolada Mariana             queria porque queria ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com         muito carinho ponderou: ?Filhinha, lembra aquele dia que você saiu com seu vestido    novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar         em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.           Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.? Mariana não                 entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver              televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça com um  embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: ? Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele   veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o                    brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou    preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero         que você não fique com raiva de mim, não foi minha culpa.? ?- Não tem problema, -       disse Mariana, minha raiva já secou.? E dando um forte abraço na amiga, tomou-a        pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia        sujado de barro. Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede    que vejamos as coisas como elas são. Assim você evitará cometer injustiças e                   ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma      situação difícil. Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar sempre!                                                 
                                                                                                                         FIM!                                                          
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______                
              UM CONTO DE NATAL 

A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal. Claro que não odiava o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais. 
Os gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar presentes para alguém da parentela de que se havia esquecido. 
Sabendo como ele se sentia, um certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike. 
A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que tinha 12 anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola. 
Pouco antes do Natal, houve um campeonato especial contra uma equipe patrocinada por uma associação da parte mais pobre da cidade. 
Esses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços. Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha. 
Quando o jogo acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado com eles. 
Foi então que Mike balançou a cabeça, triste, e falou: ?queria que pelo menos um deles tivesse ganhado. Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles.? 
Mike adorava crianças. Todas as crianças. E as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei. 
Foi aí que a esposa teve a idéia. Naquela tarde, foi a uma loja de artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais e enviou, sem se identificar, para a associação que patrocinava aquela equipe. 

Na véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro, contando o que tinha feito e que esse era o seu presente para ele. 
O mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal. No ano seguinte, ela comprou ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais. 
No outro, enviou um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa em um incêndio na semana anterior ao Natal. 
O envelope passou a ser o ponto alto do Natal daquela família. Os filhos deixavam de lado seus brinquedos e ficavam esperando o pai pegar o envelope e revelar o que tinha dentro. 
As crianças foram crescendo. Os brinquedos foram sendo substituídos por presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu o seu encanto. 
Até que no ano passado, Mike morreu. Chegou a época do Natal e a esposa estava se sentindo muito só. Triste. Quase sem esperanças. 
Mas, na véspera do Natal, ela preparou o envelope como sempre. 
Para sua surpresa, na manhã seguinte, havia mais três envelopes junto dele. Cada um dos filhos, sem um saber do outro, havia colocado um envelope para o pai. 
O verdadeiro espírito do Natal é o amor. Que nesta época, pelo menos, possamos exercitar nossa capacidade de doação. 
Muito além dos presentes, da ceia, do encontro familiar, comemorar o Natal significa viver a mensagem do divino aniversariante, lançada há mais de 2000 anos e que até hoje prossegue ecoando nos corações... 
                                                                                                       FIM!
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    AMOR DE VERDADE

   Martin era um sapateiro em uma vila pequena. Desde que morreu a esposa e os
filhos, ele se tornou triste.
Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os evangelhos porque lá
ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.
Martin passou a ler os evangelhos. Certo dia leu a narrativa do evangelho de
Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas
não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem o beijou.
Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se
ele viesse a sua casa.
De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia: "Martin! Olha
para a rua amanhã, pois eu virei."
Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu
mingau.
Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua.
Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.
Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com
sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas
pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo
do vento frio que soprava forte.
Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa. Enquanto comia ela contou sua
vida. Seu marido era soldado. Estava longe há oito meses. Ela já vendera
tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.
Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho.
Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin
deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do
penhor.
Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas,
parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o
convidou a entrar.
Serviu-lhe chá quente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus.
O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a
costurar uma botina.
O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos
furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião
sobre a mesa.
Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma
voz sussurrou: "Martin, você não me conhece?"
"Quem é?", perguntou o sapateiro.
"Sou eu" disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao
colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.
"Sou eu" tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem.
Sorriu. E desapareceu.
A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o evangelho onde estava
aberto.
"Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber;
era hóspede, e me recolhestes."
No fim da página, ele leu: "quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus
irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes."
E Martin compreendeu que o cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele o
recebera bem.
                                                                                                  FIM! 
Você sabia?

Que o nome do fariseu que deu o banquete para Jesus era Simão?
E que foi nesse banquete que Maria de Magdala regou com suas lágrimas os pés
de Jesus?
                                              

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                          O toque de ouro                             
Conta-se que havia um rei muito 
rico chamado Midas.
Embora possuísse muitas riquezas, 
ainda assim não
 estava satisfeito.
Mantinha seu tesouro guardado em
 enormes cofres nos
 subterrâneos do palácio, e passava
 muitas horas por dia
 contando e recontando seus preciosos bens.
Tinha também o rei Midas uma filha, seu nome era áurea,
 a quem ele muito amava e 
desejava ardentemente transformar na mais rica princesa 
do mundo.
A pequenina, porém, não se importava com a riqueza do pai.
Ela gostava, em verdade, de seu jardim, das flores e do sol.
Passava a maior parte de seu tempo sozinha, pois seu pai 
estava sempre ocupado, 
buscando novas maneiras de conseguir mais e mais ouro,
 nunca tendo tempo para 
brincar ou passear com ela.
Um dia, quando o rei Midas encontrava-se sozinho trancado
 em uma das ricas salas
 onde costumava admirar suas valiosas jóias, notou a
 presença de um estranho que
 lhe sorria.
Surpreso, o rei Midas pôs-se a conversar com o estranho,
 a fim de descobrir 
como ele havia conseguido ali entrar.
A conversa, porém, tomou outro rumo e o rei Midas
 confessou ao estranho que seu 
maior desejo era ser capaz de transformar em ouro
 tudo que tocasse.
O estranho disse-lhe, então, que a partir da manhã 
seguinte seu desejo seria atendido, 
passando ele a ter o toque do ouro.
Como o estranho desapareceu sem deixar qualquer 
vestígio, o rei pensou 
ter sido tomado por alguma alucinação e imaginou 
como seria maravilhoso se seu 
sonho tornasse-se realidade.
Na manhã seguinte, quando os primeiros raios de sol
 invadiram seus aposentos,
 o rei esticou sua mão e tocou a coberta da cama que 
subitamente transformou-se 
em ouro puro.
Maravilhado com aquele prodígio, ele saltou da 
cama e correu pelo quarto, 
tocando em tudo o que ali havia.
O manto real, os chinelos, os móveis, 
tudo virou ouro.
Maravilhado o rei decidiu fazer uma 
surpresa para a filha e foi até o jardim 
e tocou todas as flores, transformando-as em ouro,
 certo de que isso alegraria 
também a pequenina áurea.
Quando voltou ao quarto percebeu, um tanto contrariado,
 que não mais conseguia 
alimentar-se, nem matar sua sede, pois tudo que suas 
mãos tocavam transformava-se 
imediatamente em ouro.
Nesse momento, áurea entrou no quarto do pai aos prantos,
 com uma das suas rosas 
na mão, dizendo-lhe que todas as suas flores encontravam-se 
naquele estado: sem vida,
duras e feias, que não mais se podia sentir-lhes o perfume, 
nem mesmo a maciez das 
pétalas.
Ao notar a preocupação que tomou o semblante do pai, 
ela aproximou-se lentamente 
e o envolveu em um carinhoso abraço.
No mesmo instante, o rei Midas soltou um grito de pavor
Ao tocá-lo o lindo rostinho da filha transformou-se em 
ouro brilhante, os olhos não 
mais viam, tampouco os lábios conseguiam beijá-lo.
Ela havia deixado de ser uma adorável e carinhosa 
menina para transformar-se em
 uma estatueta de ouro.
Desesperado, o poderoso rei, ciente de sua desdita, 
jogou-se ao chão percebendo 
que havia perdido o único bem que lhe era realmente
 importante.
                           
                                                                             
FIM! 
Pense nisso!

Também nós, em inúmeras ocasiões, deixamo-nos 
levar pelas ilusões e pelos 
convites sedutores do mundo, desperdiçando nossas 
verdadeiras riquezas, nossos
 reais tesouros.

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A arte de cultivar virtudes

Um avô e seu neto caminhando pelo quintal,
 ora 
se agachando aqui, ora ali, em animada 
conversação,
 não é cena muito comum nos dias atuais. 
O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a 
cultivar e a cuidar 
das plantas com o exemplo do seu avô, 
que tinha 
tempo 
para o netinho, sempre que este o 
visitava.
Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as 
mudinhas que havia plantado e dizia: Quem planta colhe,
né, vovô?
Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas,
 é hábil também na arte de cultivar virtudes.
Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva 
daninha que 
arrancava, ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.
Ia ensinando que, para obter frutos saborosos e flores perfumadas, 
é preciso cuidado, 
dedicação, atenção e conhecimento.
E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura
não há colheita.
O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do
ensinamento que recebeu 
desde pequenino, pois nem sempre foi assim.
Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras 
para arrancar tudo o que
 via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o 
mundo pela raiz...
E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse
 a respeitar a natureza,
talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo,
 como muitas crianças da sua 
idade ou até maiores.
Importante observar que as melhores e mais sólidas lições
 as crianças aprendem
 no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.
É mais pela observação dos atos do que pelos conselhos, 
que os pequenos vão formando
 seus caracteres.
Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, 
ao desrespeito, 
vendo os adultos se agredindo mutuamente, 
ela aprenderá essas lições.
Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos
 a alguém, 
se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso 
modo de vida, às nossas ações diárias.
Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons
 cultivadores de valores e virtudes.
Devem observar com cuidado as tendências dos filhos 
e procurar semear na alma infantil, 
as sementes das virtudes.
Ao mesmo tempo devem preservá-la das ervas-daninhas, 
das pragas, da seca e 
das enchentes. Sem esquecer jamais o adubo do amor.
A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos, 
por parte dos adultos, 
geralmente se torna campo tomado pelas ervas más 
dos vícios de toda ordem.
E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o 
orgulho e o egoísmo, pois são
 as que dão origem às demais.
Por isso a importância dos cuidados desde cedo. 
E para se ter êxito nessa missão de
 jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação,
 persistência, determinação.
O campo espiritual exige sempre o empenho do amor 
do jardineiro para que possa
produzir bons resultados.
E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose 
de renúncia e de coragem.
 Coragem de renunciar aos próprios vícios para
 dar exemplos dignos de serem seguidos.
Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos 
aos ensinamentos que percebem
 nas ações dos adultos.
Por essa razão, vale a pena dedicar tempo no
cultivo das virtudes, antes que as
 sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, 
nasçam e abafem a boa semente.

* * *

Para que você seja um bom cultivador de almas, 
é preciso que tenha, na sua 
sementeira interior, as mudinhas das virtudes.
Somente quem possui pode oferecer. Somente 
quem planta pode colher.
Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.

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A alegria do trabalho
Um grande pesquisador da alma humana, interessado em estudar os sentimentos alimentados no íntimo de cada ser, resolveu iniciar sua busca junto àqueles que estavam em pleno exercício de suas profissões.

Dirigiu-se, então, a um edifício em construção e ali permaneceu por algum tempo a observar cada um daqueles que, de uma forma ou de outra, faziam com que um amontoado de materiais fossem tomando forma de um arranha-céu.

Depois de observar cuidadosamente, aproximou-se de um dos pedreiros que empurrava um carrinho de mão, cheio de pedras e lhe perguntou:

Poderia me dizer o que está fazendo?

O pedreiro, com acentuada irritação, devolveu-lhe outra pergunta:

O senhor não está vendo que estou carregando pedras?

O pesquisador andou mais alguns metros e inquiriu a outro trabalhador que, como o anterior, também empurrava um carrinho repleto de pedras:

Posso saber o que você está fazendo?

O interpelado respondeu com presteza:

Estou trabalhando, afinal, preciso prover meu próprio sustento e da minha família.

Mais alguns passos e o estudioso acercou-se de outro trabalhador e lhe fez a mesma pergunta.

O funcionário soltou cuidadosamente o carrinho de pedras no chão, levantou os olhos para contemplar o edifício que já contava com vários pisos e, com brilho no olhar, que refletia seu entusiasmo, falou:

Ah, meu amigo! eu estou ajudando a construir este majestoso edifício!

* * *

Neste relato singelo, encontramos motivos de profundas reflexões acerca do trabalho.

Em primeiro lugar, devemos entender que o trabalho não é castigo: é bênção. Deve, por isso mesmo, ser executado com prazer.

E o meio de conseguirmos isso consiste em reduzir o quanto possível o cunho egoístico de que o mesmo se reveste em nosso meio.

O trabalho é lei da natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida.

Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se das intempéries até os processos de garantia e preservação da espécie, o homem se vê compelido à obediência à Lei do trabalho.

O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física mas, também, intelectual, pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da cultura, do conhecimento, da arte, da ciência.

Dessa forma, meditemos no valor do trabalho, ainda que tenhamos que enfrentar tantas vezes um superior mal humorado, um subalterno relapso, porque as Leis Divinas nos situam exatamente onde necessitamos. No lugar certo, com as pessoas certas, no momento exato.

Convém que observemos a natureza e busquemos imitá-la, florescendo e produzindo frutos onde Deus nos plantou.

E, se alguém nos perguntar o que estamos fazendo, pensemos bem antes de responder, pois da nossa resposta depende a avaliação que as leis maiores farão de nós.

Será que estamos trabalhando com o objetivo de enriquecer somente os bolsos, ou pensamos em enriquecer também o cérebro e o coração?








 
A ação da amizade
Vez que outra, é bom nos determos, por alguns minutos, para refletir um pouco sobre a ação da amizade em nossas vidas.

A amizade é o sentimento que une as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.

A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e as infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, se apaga, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra o êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez.

Quando passam os impulsos sexuais do amor nos cônjuges, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões, dá-nos até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é a meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

* * *

Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.

Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afetiva.

Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.

Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afeto.

Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.
 








A arte de cultivar virtudes

Um avô e seu neto caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora ali, em animada conversação, não é cena muito comum nos dias atuais.

O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das plantas com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho, sempre que este o visitava.

Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: Quem planta colhe, né, vovô?

Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil também na arte de cultivar virtudes.

Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.

Ia ensinando que, para obter frutos saborosos e flores perfumadas, é preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento.

E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.

O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.

Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras para arrancar tudo o que via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o mundo pela raiz...

E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a natureza, talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como muitas crianças da sua idade ou até maiores.

Importante observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.

É mais pela observação dos atos do que pelos conselhos, que os pequenos vão formando seus caracteres.

Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, vendo os adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.

Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida, às nossas ações diárias.

Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de valores e virtudes.

Devem observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na alma infantil, as sementes das virtudes.

Ao mesmo tempo devem preservá-la das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das enchentes. Sem esquecer jamais o adubo do amor.

A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos, por parte dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios de toda ordem.

E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo, pois são as que dão origem às demais.

Por isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito nessa missão de jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação, persistência, determinação.

O campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para que possa produzir bons resultados.

E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de coragem. Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar exemplos dignos de serem seguidos.

Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos que percebem nas ações dos adultos.

Por essa razão, vale a pena dedicar tempo no cultivo das virtudes, antes que as sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.

* * *

Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha, na sua sementeira interior, as mudinhas das virtudes.

Somente quem possui pode oferecer. Somente quem planta pode colher.

Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.
 







A arte de formar caracteres



A prática e as pesquisas realizadas por psicólogos demonstram a necessidade de se repensar a questão da educação dos filhos.

Depois que as experiências provaram que o método do autoritarismo, aplicado por nossos pais, estava ultrapassado e de certa forma ineficiente, optou-se por outro método menos eficaz e até danoso: o da "liberdade sem responsabilidade".

Considerada por alguns psicólogos como prejudicial ao desenvolvimento sadio da criança, a palavra "não" foi banida do vocabulário de muitos pais, que hoje amargam profundamente a total falta de controle sobre a prole.

Sem examinar a questão com mais cuidado, os pais modernos aceitaram a filosofia do "tudo pode", não levando em conta a necessidade de se estabelecer limites para que haja harmonia dentro do lar.

Depois de perder o controle da situação, muitos apelaram para outro método desastroso: o da barganha.

Impotentes diante da teimosia dos filhos, criados sem as normas básicas de disciplina, os pais se perdem nos labirintos das "compensações", em que tudo é negociado.

Se é hora de ir para a cama e o filho não obedece, a mãe logo lança mão de algum motivo para a "negociata": "se você for dormir a mamãe deixa você jogar aquela fita de "game" violenta, que você tanto gosta".

Nesse caso bastaria que a mãe, consciente da sua missão de educadora, tomasse seu filhos pela mão e o conduzisse com carinho e firmeza para a cama.

Ou, ainda, se é hora do banho e o "anjinho" faz corpo mole, a mãe logo faz outro "trato", esquecendo-se de que quando mais se negocia com a criança, mais ela exigirá para cumprir sua obrigação.

Alguns psicólogos defendem a volta do autoritarismo na educação dos filhos, mas isso já ficou provado que não dá bons resultados. Seria "domesticação" ao invés de educação.

Considerando-se que a educação, é a arte de formar caracteres, temos de convir que a barganha somente servirá para "deformar" os caracteres dos nossos educandos.

Ademais, se levarmos em conta que nossos filhos são espíritos encarnados que vêm do espaço para progredir, trazendo em si mesmos as experiências de outras existências, boas ou não, entenderemos que a grande missão dos pais é conhecer-lhes a intimidade a ajudá-los a caminhar para Deus.

Nossos filhos são seres inteligentes, que não aceitam somente um "não" como resposta. Eles merecem e precisam de uma explicação coerente. Não falamos de justificativas, mas de diálogo.

Se existe um horário para dormir, se é preciso tomar banho, se não podemos comprar este ou aquele brinquedo, a criança tem o direito de saber porque.

Dizendo, por exemplo, que não compramos o brinquedo que ela tanto queria porque o orçamento não comporta, ela entenderá, ao passo que se dissermos um "não" somente, ela ficará revoltada, pensando que não compramos por má vontade.

Tudo isso requer muito investimento, que não quer dizer "perda de tempo", como muitos pais afirmam. Investimento de tempo, paciência, afeto e carinho. A tarefa não é tão difícil e certamente é mais eficaz.

***

Santo Agostinho fez a seguinte advertência em o Evangelho Segundo o Espiritismo: "lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: que fizestes do filho confiado à vossa guarda?

Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso."

Pensemos nisso!








                                 
A arte de resolver conflitos

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.

Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô. O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.

Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo.

Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.

O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arranca-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava.

O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou. O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.

Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a arte da reconciliação. Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo.

Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.

Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.

O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.

Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras!

O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.

Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.

Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!

O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos. Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos...

Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.

Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.

O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: por que diabos vou conversar com você?

O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.

Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua conta!

Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro. Ficamos olhando o pôr-do-Sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.

Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também gosto de caqui...

São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.

Não, falou o operário. Minha esposa morreu.

Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.

Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.

O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.

Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando...

O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas.

E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.


                                         
A arte dos elogios
Pesquisadores da universidade de Yale, nos Estados Unidos da América, realizaram um estudo com dez mil executivos Seniors para medir o poder da amizade na qualidade de vida dos americanos.

O resultado foi impressionante: ter amigos reduzia em nada menos que 50% o risco de morte, sobretudo por doenças, num período de cinco anos. Estas informações foram publicadas por um jornal carioca, recentemente, nos convidam a pensar a respeito das amizades que cultivamos.

Muitos de nós temos facilidades para fazer novos amigos. Mas, nem sempre temos habilidade suficiente para manter essas amizades. É que, pelo grau de intimidade que os amigos vão adquirindo em nossas vidas, nos esquecemos de os respeitar.

Assim, num dia difícil, acreditamos que temos o direito de gritar com o amigo. Afinal, com alguém devemos desabafar a raiva que nos domina. Porque estamos juntos muitas horas, justamente por sermos amigos, nos permitimos usar para com eles de olhares agressivos, de palavras rudes.

Ou então, usamos os nossos amigos para a lamentação constante. Todos os dias, em todos os momentos em que nos encontramos, seja para um lanche, um passeio, uma ida ao teatro ou ao cinema, lá estamos nós, usando os ouvidos dos nossos amigos como lixeira.

É isso mesmo. Despejando neles toda a lama da nossa amargura, das nossas queixas, das nossas reclamações. Quase sempre, produto da nossa forma pessimista de ver a vida. Sim, nossos amigos devem saber das dificuldades que nos alcançam para nos poderem ajudar. O que não quer dizer que devamos estragar todos os momentos de encontro, de troca de afetos, com os nossos pedidos, a nossa tristeza.

Os amigos também têm suas dificuldades e para nos alegrar, procuram esquecê-las e vêm, com sua presença, colocar flores na nossa estrada árida. Outras vezes, nos permitimos usar nossos amigos para brincadeiras tolas, até de mau gosto. Acreditando que eles, por serem nossos amigos, devem suportar tudo. E quase sempre nos tornamos inconvenientes e os machucamos.

Por isso, a melhor fórmula para fazer e manter amigos é usar a gentileza, a simpatia, a doçura no trato com as pessoas.

Lembremos que a amizade, como o amor, necessita ser alimentada como as plantas do nosso jardim. Por isso a amizade necessita, para se manter da terra fofa da bondade, do sol do afeto, da chuva da generosidade, da brisa leve dos pequenos gestos de todos os dias.

***

Usa a cortesia nos teus movimentos e ações, gerando simpatia e amizade.

Podes começar no teu ambiente de trabalho. Os que trabalham contigo merecem a tua consideração e o teu respeito.

Torna-os teus amigos. Por isso, no trato com eles, usa as expressões: por favor, muito obrigado.

Lembra-te de dizer bom dia, com um sorriso, desejando de verdade que eles todos tenham um bom dia.

Observa e ajuda quanto puderes, gerando clima de simpatia.

Sê amigo de todos e espalha o perfume da amizade por onde vás e onde estejas.
 
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2 comentários:

  1. Achei muito boa esta página,precisamos mesmo de momentos como este de uma boa leitura que nos faz refletir.

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  2. Simplesmente maravilhosos conhecimentos vou levá-los sempre comigo e contar para as pessoas familiares e amigas o quanto e importante cultivar o amor a paz e a fé......DEUS ABENÇOE.

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SEJAM BEM VINDOS IRMÃOS, QUE A GRAÇA , PAZ E O AMOR DE CRISTO ESTEJAM SEMPRE CONVOSCO.